Uma Nova Dimensão da Automação Segura

Robôs Colaborativos (Cobots)

Os robôs colaborativos, conhecidos como cobots, são soluções inovadoras na automação industrial, projetadas especificamente para cooperar com segurança com pessoas na mesma área de trabalho. Ao contrário dos robôs industriais tradicionais, que frequentemente exigem cercamentos robustos ou cortinas de segurança, os cobots são equipados com sistemas avançados de detecção de força e torque e algoritmos inteligentes de detecção de colisões. Assim, podem parar ou desacelerar em uma fração de segundo assim que detectam a presença de uma pessoa nas proximidades.

Por que Vale a Pena Considerar Robôs Colaborativos?
Coexistência Segura com o Operador Cobots são projetados para limitar ao máximo o risco de acidentes - baixas velocidades iniciais, formatos suaves, bordas arredondadas e sensores de força sensíveis fazem com que eventuais colisões não provoquem ferimentos graves.
Facilidade de Reprogramação e Configuração Ao contrário dos robôs industriais típicos, os cobots muitas vezes podem ser reprogramados em apenas alguns minutos, transferindo-os para outro posto e ensinando novas tarefas. Isso os torna uma ferramenta ideal para produção em pequenos lotes e linhas de montagem que mudam com frequência.
Cercamentos Mínimos ou Ausentes Graças às funções de segurança integradas, os cobots não exigem grandes zonas de proteção. Uma avaliação de risco e medidas básicas de proteção são suficientes para que os operadores possam trabalhar lado a lado com o robô na mesma área.
Redução de Custos e Melhoria da Ergonomia Os robôs colaborativos aliviam as pessoas de tarefas monótonas ou perigosas - por exemplo, transportar peças pesadas, apertar parafusos ou realizar embalagens repetitivas. Isso permite reduzir o número de lesões e erros humanos e aumentar a produtividade.

O que Diferencia os Cobots de Outros Robôs?
Conformidade com rigorosas normas de segurança, como ISO 10218 e ISO/TS 15066. Muitos modelos oferecem interfaces simples de programação baseadas no método "teach and repeat", facilitando uma implementação rápida até mesmo por engenheiros não especializados.
Possibilidade de instalar uma ampla variedade de garras, sensores de visão e acessórios, fazendo com que o cobot se torne um assistente multifuncional em praticamente qualquer processo.

O Futuro da Automação - Pessoa e Robô em Uma Só Equipe Nas fábricas modernas, observa-se uma necessidade crescente de flexibilidade da produção, trocas frequentes de configuração e rápida resposta às mudanças nas necessidades do mercado. Robôs colaborativos atendem a esses desafios ao combinar a precisão e a repetibilidade das máquinas com a criatividade e a intuição da mente humana. Como resultado, os cobots ajudam as empresas a aumentar a produtividade sem ampliar a infraestrutura de segurança e sem eliminar a participação humana em áreas críticas de controle de qualidade ou trabalho manual.

Robôs colaborativos (Cobots)

Construção e Princípio de Funcionamento

Cobots, ou robôs colaborativos, foram criados para permitir uma coexistência segura e eficiente entre pessoas e máquinas na mesma área de trabalho. Sua construção e princípio de funcionamento estão sujeitos a normas rigorosas de segurança para garantir máxima proteção aos operadores, mantendo ao mesmo tempo a funcionalidade e a produtividade típicas dos robôs industriais.

Construção Mecânica

Princípio de Funcionamento e Controle

Funções de Segurança

Por que os Cobots São Tão Seguros?

Graças a sensores integrados de força e torque, algoritmos avançados de controle e limitação de velocidade e capacidade de carga, robôs colaborativos podem trabalhar em uma área compartilhada com pessoas sem necessidade de cercas pesadas. É justamente essa construção bem planejada e o princípio de detectar até pequenas colisões que fazem os cobots revolucionarem processos de montagem e manipulação em fábricas de todo o mundo.

Principais Vantagens

Principais Vantagens dos Robôs Colaborativos

Diante da crescente necessidade de automação flexível e segura, robôs colaborativos estão se tornando a base da inovação para muitas empresas. Eles permitem apoiar diretamente o operador em tarefas que exigem precisão, resistência ou repetibilidade.

Aplicações na Indústria

Robôs colaborativos (cobots)

Robôs colaborativos (cobots) funcionam muito bem em diversos setores da indústria - do automotivo ao alimentício e farmacêutico - sempre que pessoa e máquina precisam colaborar de forma fluida. Sua capacidade de trabalhar em condições variáveis, software flexível e proteções avançadas fazem com que substituam cada vez mais os robôs tradicionais que exigem cercamentos e isolamento caros.

Montagem e Controle de Qualidade

Montagem Cooperativa de Componentes Em aplicações em que o operador realiza parte das atividades manualmente (por exemplo, inserção de componentes eletrônicos delicados) e o robô executa movimentos repetitivos (por exemplo, apertar parafusos, pressionar travas).
Verificação da Correção da Montagem Graças a sensores de força ou sistemas de visão, cobots podem apoiar o operador no controle de qualidade (por exemplo, testando a suavidade do funcionamento de um mecanismo ou verificando a estanqueidade de travas).

Embalagem e Paletização

Linhas Compactas de Embalagem Em fábricas pequenas e médias, onde falta espaço para instalar grandes robôs industriais com gaiolas de segurança, cobots funcionam muito bem ao lado do operador no empacotamento de produtos em caixas ou na organização em paletes.
Alimentação Direta pelo Operador Basta que uma pessoa coloque o produto ao alcance do braço do cobot, e ele o transferirá para a embalagem de forma segura e repetitiva, sem necessidade de interromper o processo para remover proteções.

Operação de Máquinas e Alimentação de Componentes

Cooperação com Máquinas CNC Um cobot pode carregar e descarregar peças em uma máquina-ferramenta enquanto o operador supervisiona o processo e faz pequenos ajustes nos parâmetros. Isso minimiza o tempo de parada e reduz o risco para o funcionário (contato com elementos móveis ou cortantes).
Movimentação de Peças Entre Postos Robôs colaborativos são adequados para linhas de baixo e médio volume, nas quais ainda não há justificativa econômica para uma linha de produção totalmente automatizada.

Aplicações na Indústria Alimentícia e Farmacêutica

Pequenos Trabalhos de Acondicionamento Aplicar etiquetas, fechar tampas de potes ou garrafas - atividades que até agora sobrecarregavam os funcionários com trabalho monótono - pode ser assumido por cobots.
Maior Higiene e Segurança Revestimentos adequados e carcaças lisas permitem manter a limpeza com facilidade, o que é importante no processamento de alimentos ou na embalagem de medicamentos.

Trabalhos Manuais Assistidos

Soldagem, Colagem ou Pintura Colaborativa O operador pode iniciar o processo de montagem ou aplicar um produto, e o cobot concluirá ou padronizará a tarefa (por exemplo, preenchendo uma fresta com adesivo exatamente ao longo da borda), garantindo repetibilidade.
Auxílio às Equipes de Montagem Em alguns locais, um único cobot é suficiente para apoiar vários trabalhadores, levando componentes pesados até o posto ou ajudando em partes da estrutura de difícil acesso.

Robôs Colaborativos

Setores em que os Robôs Colaborativos São Mais Utilizados

Embora os cobots tenham ganhado enorme popularidade nos últimos anos, sua utilização continua crescendo e abrangendo setores cada vez mais novos da economia. A seguir, uma visão dos setores em que os robôs colaborativos revolucionaram os processos de produção e montagem:

Ajuda na montagem de peças eletrônicas delicadas (sensores, chicotes), transporte conjunto de elementos mais pesados da carroceria.

Soldagem precisa, movimentação de pequenos componentes e aperto de parafusos em carcaças de equipamentos.
Colaboração com pessoas em inspeções visuais e medições.

Alimentação segura de matérias-primas, embalagem de produtos em embalagens coletivas ou operação de linhas de enchimento.
Flexibilidade diante de mudanças frequentes de produtos e embalagens.

Manipulação delicada de ampolas, frascos e comprimidos em condições estéreis.
Apoio aos funcionários na embalagem e controle de qualidade de medicamentos, curativos e equipamentos médicos.

Inserção de elementos em moldes de injeção ou retirada de peças acabadas que precisam ser transferidas de forma rápida e repetível para o posto de montagem.

Separação de pacotes no e-commerce, transbordo de pequenas remessas ou triagem de cartas em pequenos centros logísticos.
Facilitação do trabalho de pessoas que embalam diversos produtos em embalagens não padronizadas.

Na maioria desses setores industriais, os principais benefícios dos cobots são: segurança, flexibilidade i facilidade de programação. Em uma época de crescente pressão por séries de produção mais curtas, mudanças nas necessidades dos consumidores e escassez de profissionais qualificados, robôs colaborativos respondem aos desafios da automação moderna, combinando o potencial da máquina e da pessoa em um único processo harmonioso.

Robôs colaborativos (cobots)

Requisitos Técnicos e Integração

Robôs colaborativos (cobots) - apesar da operação simplificada e da camada de segurança integrada fornecida pelos fabricantes - ainda exigem preparação adequada do ambiente e integração com a linha de produção existente. Abaixo estão os principais elementos que devem ser considerados antes da implementação de um cobot.

Parâmetros de Operação

Capacidade de Carga e Alcance A maioria dos cobots tem capacidade de carga de alguns a mais de dez quilogramas. Existem também modelos capazes de levantar dezenas de quilogramas, mas, à medida que a capacidade aumenta, normalmente crescem as dimensões do braço e os custos. O alcance do braço (de 0,5 m a até 1,5-2 m) deve ser escolhido de acordo com os requisitos da aplicação, para que o robô possa alcançar livremente toda a área de trabalho.

Precisão e Repetibilidade Para montagem de precisão, embalagem ou aperto de parafusos, é essencial manter a exatidão na faixa de centésimos de milímetro. A maioria dos cobots oferece repetibilidade de ±0,05-0,1 mm, o que em muitos casos é plenamente suficiente.

Velocidade e Modos de Segurança Dependendo do modo de operação (colaboração com pessoas, zona parcialmente isolada), é possível definir velocidades máximas de movimento. No modo de colaboração total, as velocidades são limitadas para que eventuais colisões não causem ferimentos.

Integração com Sistemas de Controle

Controladores PLC e Painéis HMI Cobots trabalham com protocolos industriais populares (Profinet, EtherCAT, OPC UA). Podem ser facilmente integrados à arquitetura da linha para receber e enviar sinais ao controlador superior (por exemplo, sequências start/stop e tempos de ciclo).

Sistemas de Visão e Sensores Em muitas tarefas, especialmente pick & place ou montagem, a integração com câmeras de visão (2D ou 3D) é fundamental. Ao analisar os dados da câmera, o cobot pode modificar a trajetória em tempo real. Sensores adicionais de força/torque, integrados ou instalados na garra, permitem reagir a geometrias variáveis das peças ou a obstáculos inesperados.

Software e Nuvem (IoT) Os cobots oferecem cada vez mais suporte a plataformas IoT, permitindo monitoramento remoto (por exemplo, análise de indicadores-chave de produtividade e detecção precoce de sinais de falha). Assim, é possível reagir rapidamente a condições variáveis e otimizar o plano de trabalho.

Avaliação de Risco e Segurança

Avaliação de Riscos (Risk Assessment) Apesar das funções de segurança integradas, todo processo que envolva um cobot deve ser analisado quanto aos riscos reais. É preciso verificar, entre outros fatores, a massa das peças transportadas, os movimentos operacionais, a presença de bordas afiadas ou de altas temperaturas.

Cercas - São Sempre Necessárias? Normalmente, em modo de operação totalmente colaborativo (com velocidades limitadas), não é necessário instalar grades de segurança. No entanto, se em determinadas fases o robô operar em velocidade maior ou transportar objetos mais pesados, vale prever uma zona de proteção ou cortinas de luz.

Manutenção e Assistência Embora projetados para trabalhar com segurança ao lado de pessoas, os cobots ainda exigem inspeções e verificações periódicas dos sensores de força. Recomenda-se realizar controles regulares dos equipamentos de acordo com as orientações do fabricante para manter um nível de segurança consistentemente alto.

Condições Ambientais

Temperatura e Umidade É necessário garantir que o cobot seja adequado às condições do chão de fábrica (por exemplo, em câmara fria, com alta umidade ou próximo a fontes de calor).

Contato com Substâncias Químicas Nos setores farmacêutico ou químico, podem ser necessários revestimentos anticorrosivos e certificados de materiais.

Limpeza e Esterilidade Em áreas estéreis (por exemplo, cleanroom), devem ser selecionados modelos que atendam a normas específicas e sejam equipados com proteções que limitem a emissão de partículas.

Robôs Colaborativos (Cobots)

Comparação com Outros Tipos de Robôs

Os robôs colaborativos (cobots) são soluções projetadas para trabalhar em conjunto com pessoas, destacando-se por funções avançadas de segurança e operação intuitiva. Graças à sua flexibilidade, podem ser usados em muitos setores, da montagem à embalagem. Para ajudar na escolha da melhor solução, preparamos abaixo comparações dos cobots com seis outros tipos de robôs - nas partes seguintes você encontrará comparações detalhadas e recomendações.

Cobots vs. Cartesianos (XYZ)

Conceito de Cooperação com Pessoas vs. Movimento Linear nos Eixos Os cobots foram projetados para colaborar com segurança com o operador na mesma área de trabalho, sem necessidade de cercas de proteção (ou reduzindo-as ao mínimo). Possuem sensores de colisão e normalmente trabalham com velocidades e capacidades de carga menores para não representar perigo. Robôs cartesianos (XYZ) se movem em três eixos lineares, muitas vezes em uma zona de segurança separada, o que, na abordagem clássica, não prevê a presença de pessoas próximas aos elementos em movimento.

Aplicações Robôs cartesianos são adequados para processos que exigem movimentos lineares regulares - por exemplo, impressão 3D, fresagem de materiais leves e pick & place em uma grande superfície. Cobots são ideais para tarefas em que operador e robô se complementam, por exemplo, o robô aperta um parafuso com precisão enquanto o funcionário ajusta manualmente a peça.

Quando Escolher? Se a prioridade for a cooperação entre humano e robô, a segurança e a rápida troca de configuração do posto, os cobots são uma excelente escolha. Para atender uma grande área de movimento ao longo dos eixos X, Y e Z, sem necessidade de interação direta com pessoas, um robô cartesiano pode ser uma solução mais simples e econômica.

Cobots vs. SCARA

Segurança e Dinâmica Os cobots são projetados para limitar força e velocidade, para que, em caso de contato com uma pessoa, não causem lesões. Os robôs SCARA são especializados em operações ultrarrápidas de pick & place ou montagem no plano horizontal, mas normalmente não possuem funções de colaboração segura com pessoas (na maioria das vezes exigem cercas ou cortinas de segurança).

Aplicações e Vantagens Os SCARA se destacam em aplicações como montagem de pequenos componentes eletrônicos, parafusamento e transferência rápida de peças leves entre células de produção. Já os cobots são indicados quando funcionário e robô precisam compartilhar o espaço e se ajudar mutuamente (por exemplo, o robô segura um componente enquanto o funcionário realiza o controle de qualidade ou o acabamento manual).

Quando Escolher? Se o ciclo curto e as altas velocidades em movimentos '2D mais eixo Z' forem importantes, um robô SCARA será mais eficiente. Quando a colaboração entre pessoa e robô for essencial (por exemplo, em produção de pequenos lotes com mudanças frequentes de portfólio), os cobots terão vantagem em flexibilidade e segurança.

Cobots vs. Articulados (de Braço)

Colaboração vs. Potência e Liberdade Robôs articulados (de braço) são um clássico da indústria e frequentemente possuem alta capacidade de carga e ampla faixa de movimento (4-6 eixos). Trabalham em uma área delimitada, normalmente sem pessoas nas proximidades imediatas. Cobots, por outro lado, são projetados para contato seguro com o operador - têm menor velocidade e capacidade de carga, mas contam com sensores de colisão e podem frear em uma fração de segundo.

Aplicações Robôs articulados predominam em processos que exigem trabalho com peças pesadas, soldagem em vários planos, pintura ou operação de máquinas CNC. Cobots funcionam muito bem na colaboração com pessoas em uma única estação, por exemplo, nas etapas finais de montagem, testes de qualidade ou embalagem de produtos leves.

Quando Escolher? Se a prioridade for alto desempenho, usinagem de peças maiores e automação completa, o robô articulado será insubstituível. Em aplicações com mudanças frequentes no mix de produtos e necessidade de interação direta entre pessoa e máquina, os cobots levam vantagem graças às funções de segurança e à facilidade de reprogramação.

Cobots vs. Cilíndricos

Ideia de Cooperação e Segurança vs. Cinemática Axial Simples Robôs cilíndricos se movimentam em torno do eixo vertical (rotação) e ao longo desse eixo (movimento para cima e para baixo), às vezes com alcance adicional. Os cobots priorizam a colaboração segura com pessoas: baixas velocidades, sensores de colisão e força/torque limitados para não representarem perigo em caso de contato.

Aplicações Os robôs cilíndricos funcionam muito bem em aplicações nas quais bastam movimentos rotacional e vertical, por exemplo, ao girar peças em torno de um eixo ou transferi-las entre duas estações dispostas radialmente. Os cobots podem trabalhar junto com o operador na mesma estação - por exemplo, fornecendo componentes, apertando parafusos ou sustentando uma peça montada por uma pessoa.

Quando Escolher? Se a estação não exigir interação humana e movimentos simples forem suficientes (rotação + eixo Z), um robô cilíndrico pode ser mais barato e fácil de manter. Porém, se a colaboração com pessoas e a segurança forem essenciais e o movimento exigir mais liberdade do que rotação + Z, um cobot será uma solução mais versátil.

Cobots vs. Delta

Cooperação Direta vs. Pick & Place Ultrarrápido Robôs Delta são especializados em ciclos extremamente rápidos de movimentação de pequenos produtos, especialmente nos setores alimentício e eletrônico, mas normalmente trabalham em uma área isolada e em altas velocidades. Cobots, projetados para colaborar com pessoas, movem-se mais lentamente, têm menor capacidade de carga (embora isso dependa do modelo) e priorizam a segurança durante o contato com o operador.

Aplicações Os Delta são excelentes para linhas de produção em massa onde não é necessária a presença constante de pessoas nas proximidades. Cobots funcionam bem em áreas nas quais pessoas e robôs precisam se ajudar mutuamente (montagem híbrida, em que algumas etapas são executadas pela máquina e outras pelo operador).

Quando Escolher? Se você precisa de velocidades extremas em pick & place (centenas de ciclos por minuto), escolha um Delta. Se, por outro lado, valoriza flexibilidade e segurança no trabalho com pessoas, além da possibilidade de realocar facilmente o robô entre diferentes tarefas, os cobots oferecem uma implementação mais versátil e amigável.

Cobots vs. Gantry (Pórtico)

Conceito de Colaboração vs. Grande Alcance e Capacidade de Carga Sistemas Gantry (de pórtico) são frequentemente estruturas robustas com eixos X e Y (e às vezes Z), capazes de atender uma área de trabalho muito grande - por exemplo, todo um galpão de armazém ou linha de produção. Cobots se concentram na segurança e na cooperação direta com o operador, normalmente em uma área menor. Eles não atingem o mesmo alcance nem a mesma capacidade de carga dos Gantry.

Aplicações Gantry é uma solução para transportar cargas volumosas ou pesadas entre várias estações ou estantes. Os cobots aparecem com mais frequência em tarefas precisas, montagens leves, testes ou embalagem - onde a pessoa muitas vezes precisa de ajuda automática, mas também pode intervir a qualquer momento e trabalhar junto com o robô.

Quando Escolher? Escolha um Gantry se precisar cobrir grandes distâncias horizontais e/ou uma capacidade de carga significativa (por exemplo, centenas de quilogramas). Se a prioridade for a colaboração entre pessoa e robô e o trabalho em uma área limitada, mas com grande variedade de tarefas, um cobot aproveitará plenamente sua natureza de solução segura e flexível.

Robôs colaborativos (cobots) priorizam segurança e interação fácil com o operador, tornando-os ideais em processos que exigem participação humana em parte das operações. Eles não alcançam velocidades tão altas quanto os Delta, o alcance dos Gantry nem a cinemática simples dos cilíndricos. Porém, em situações em que valorizamos troca rápida de configuração, flexibilidade e prontidão para tarefas de montagem variáveis, os cobots realmente se destacam.

Perguntas Frequentes

Perguntas Mais Frequentes
Robôs colaborativos (cobots)

Cobots foram projetados para coexistir plenamente com pessoas. São equipados com sensores que detectam colisões e limitam a velocidade/força após identificar resistência. Além disso, atendem às normas ISO (incluindo ISO 10218, ISO/TS 15066), tornando um eventual impacto mais suave e reduzindo significativamente o risco de lesões em comparação com robôs clássicos.

Não necessariamente. De acordo com a abordagem de avaliação de risco, se o robô trabalhar em modo colaborativo (com velocidade e torque limitados), normalmente basta sinalizar a zona ou usar cortinas de luz básicas. Uma proteção física completa é necessária quando, em determinadas operações, o robô atinge velocidades mais altas ou transporta objetos perigosos.

Sim, essa é uma das maiores vantagens. Muitos modelos permitem 'ensinar' o braço por condução física ao longo da trajetória desejada (o chamado hand guiding). A mudança de aplicação e adaptação a uma nova linha, portanto, leva muito menos tempo do que com robôs industriais tradicionais.

A maioria dos modelos modernos oferece repetibilidade de aproximadamente ±0,05-0,1 mm, suficiente para muitas tarefas de montagem, embalagem ou controle de qualidade. Aplicações mais precisas (por exemplo, micromontagem) podem exigir garras ou sensores especiais.

Embora o principal segmento do mercado de cobots se concentre em capacidades de carga na faixa de 5-15 kg, também existem modelos capazes de transportar 20-35 kg ou até mais. A escolha depende das necessidades da aplicação, mas, à medida que a capacidade de carga aumenta, também crescem a massa e o tamanho do próprio braço, e a operação em modo colaborativo pode exigir uma revisão de medidas de segurança adicionais.

Sim. Cobots normalmente suportam os principais protocolos de comunicação (EtherCAT, Profinet, OPC UA) e podem ser equipados com câmeras (2D/3D) para reconhecer a posição das peças ou verificar a qualidade. Além disso, muitos fabricantes oferecem plataformas IoT que permitem monitoramento remoto e análise de dados na nuvem.

Normalmente até 1 m/s (às vezes mais rápido), porém, no modo colaborativo, as velocidades costumam ser limitadas a cerca de 0,25-0,5 m/s, dependendo da avaliação de risco e das configurações de segurança. Se a aplicação exigir ciclos muito rápidos, é melhor considerar robôs SCARA, Delta ou articulados em uma área isolada.

Graças aos sensores de força integrados, o cobot detecta uma colisão e para (ou reduz significativamente a velocidade). Isso elimina o risco de lesões graves. Normalmente, o operador pode retomar o processo após um breve procedimento de confirmação de segurança.

Teoricamente sim, desde que sejam realizados serviços adequados e intervalos de manutenção de acordo com as recomendações do fabricante. Paradas frequentes podem resultar mais da necessidade de trocar ferramentas ou abastecer a linha com novas matérias-primas do que de limitações do próprio robô.

Muitas empresas oferecem cursos curtos ou instruções online suficientes para programar tarefas básicas de forma independente. Em aplicações mais avançadas, vale realizar um treinamento completo do fabricante ou utilizar os serviços de um integrador para aprender a aproveitar ao máximo o potencial da colaboração entre robô e pessoa.

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